ACONTECE NA PROJETO | CRÔNICAS SEMPRE ALUNOS
MARIANA PALLU VIZIAK

Mariana forma-se este ano em Veterinária. Não, ela não sabia desde sempre que queria ser veterinária. Gostava das biológicas, intuía que seu caminho deveria ser por ali, mas não tinha clareza de qual seria o percurso.

No cursinho, imaginou-se trabalhando com animais silvestres e se decidiu pela Veterinária. Passou em várias das boas universidades, dentre elas a USP, e foi a que optou por cursar.

Já na faculdade, “comecei a conhecer a área de animais silvestres e percebi que uma coisa é você ver no Animal Planet, outra é a vida real”. Então descobriu a área de produção animal – que ela sequer sabia da existência – e hoje é para onde se encaminha sua carreira – fazenda de gado de leite, vida no campo, sem estresse.

Embora leve a profissão muito a sério e se defina como uma pessoa tradicional em alguns aspectos – planeja casar e formar uma família –, nem por isso é sisuda. Basta conversar com ela por dois minutos para ouvir seu riso fácil.

E é com carinho e alegria que Mariana afirma que nos anos de Projeto estão seus melhores amigos e suas melhores lembranças. “Eu voltava suja da escola. Lembro muito de brincar, de me divertir. Meus amigos da Projeto são meus grandes amigos até hoje. Mesmo que a gente não se veja tanto quanto gostaria, eu sei que não importa o que aconteça – uma coisa boa ou ruim, na minha vida, o que for – se eu precisar conversar com alguém, comemorar com alguém, com certeza serão os primeiros amigos que eu vou pensar. É sentimento como irmão, mesmo. ”

Assim como Carla e Danylo – outros Sempre Alunos – Mariana também se recorda da montagem da peça de teatro do 9º ano como um dos momentos mais especiais da vida escolar: “Foi muito legal ter feito o teatro – a gente encenou Anarquistas Graças a Deus, a gente dava muita risada com tudo! ”

Também destaca que “uma das coisas mais legais da escola é que a gente tinha liberdade pra pensar o que quisesse. Sempre deram todas as possibilidades do mundo pra gente ser o que a gente gostaria de ser”. Mariana acredita que o fato de a escola ser construtivista influiu na sua forma de pensar e a formação de seus valores aconteceu numa parceria harmônica entre a Projeto e seus pais. Essa combinação tem reflexos tanto na sua personalidade como em seu modo de agir no mundo.

Reconhece que sua escolha profissional não esteve diretamente ligada aos seus anos de Projeto, mas, afirma que “mais importante do que minha decisão da carreira, que veio depois – e carreira a gente pode mudar – a Projeto me ajudou a ser quem eu sou!”