DIÁLOGOS COM A COMUNIDADE
ACHADOS E PERDIDOS

Achados e perdidos... o que fazer para que as crianças não se acostumem com essa prática?

Como é comum em muitos locais públicos, encontramos alguns objetos de uso pessoal dos alunos esquecidos na escola. Além de potes e peças de uniforme, também nos deparamos com aparelhos ortodônticos e telefones celulares, por exemplo. O que mais nos chama atenção é a frequência da ocorrência desses fatos e que, na maioria das vezes, os alunos nem percebem o extravio dos objetos!

Infelizmente, na sociedade em que vivemos atualmente, o consumo tem um grande espaço na vida de nossas crianças e adolescentes, fortalecendo a ideia de que tudo é descartável: quebrou, compra outro; perdeu, não precisa procurar, depois alguém devolve.

Dessa forma, um dos trabalhos desenvolvidos na escola tem sido discutir com os alunos sobre a diferença entre a necessidade e o desejo de consumir e a responsabilidade de cuidar de seus pertences.

Os grupos do 3º ano, por exemplo, iniciaram esse trabalho fazendo um inventário de seus próprios materiais e uniformes, a fim de que pudessem sentir a falta e reconhecê-los, caso os perdessem.

Após assistirem alguns vídeos e realizarem várias discussões sobre o assunto, passaram a ser responsáveis pelo acompanhamento da quantidade de objetos que entram e saem nos “achados e perdidos” da escola. Com isso, puderam verificar que o maior problema é a falta de identificação dos donos: “Mas se não tem nome, como vamos entregar esse casaco?”.

Sendo assim, decidiram fazer uma campanha durante o recreio: utilizaram canetas próprias para tecido e plástico para que todos os alunos identificassem seus pertences.

Sabemos que o resultado desse trabalho não é imediato e, aos poucos, vamos percebendo maior envolvimento das crianças.

A permanência dessas ações é que poderá garantir, no futuro, mais engajamento de todos e o papel da família é fundamental para que mais do que atitude, seja também um valor.

Como os pais podem ajudar?

O primeiro passo é ajudar os filhos a reconhecerem seus pertences, isso possibilita que notem quando algo está faltando. Também é preciso conversar sobre o valor desses objetos: não estamos falando somente do aspecto financeiro, mas de como os conquistamos, através do trabalho, do esforço, além do meio ambiente ser preservado quando produzimos menos lixo!

É preciso acompanhar de perto esse processo para que, ao perceberem que perderam algum objeto, peçam ajuda aos adultos da escola e, quando encontrarem algo perdido ou levarem por engano algo, saibam encaminhar para que sejam devolvidos.

Juntas, escola e família podem potencializar esse trabalho com a perspectiva de que, no futuro, possamos ter apenas uma pequena caixinha para os eventuais “achados e perdidos”.


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OS MEUS, OS SEUS, OS NOSSOS

O ser humano é social, necessita da interação com o outro para adquirir linguagem, viver em grupo. Conviver foi a garantia de sua sobrevivência. Os conflitos surgem desde sempre como custo do viver junto.

ACHADOS E PERDIDOS

Como é comum em muitos locais públicos, encontramos alguns objetos de uso pessoal dos alunos, esquecidos na escola. Além de potes e peças de uniforme, também nos deparamos com aparelhos ortodônticos e celulares.

APRENDER FORA DA ESCOLA?

Pois é, as coisas estão no mundo, a escola inclusive, e é preciso aprender com elas, a partir delas e sobre elas, estabelecendo um diálogo permanente entre o que está dentro e o que está fora da instituição escolar.

AVANÇAR NA APRENDIZAGEM

Todos podem aprender. O processo de aprendizagem não é linear, nem conduzido e controlado pelo professor para que todos aprendam da mesma forma e ao mesmo tempo. Cada aluno tem seu ritmo e formas de aprender.