DIÁLOGOS COM A COMUNIDADE
OS MEUS, OS SEUS, OS NOSSOS CONFLITOS:
COMO VIVER JUNTO?

O ser humano é social, necessita da interação com o outro para adquirir linguagem, viver em grupo. Conviver foi a garantia de sua sobrevivência. Os conflitos surgem desde sempre como custo do viver junto, da difícil sociabilidade. A linguagem nos humaniza, nos diferencia dos animais, permite a expressão dos sentimentos e a comunicação das ideias.

O conflito está nas relações humanas, no dia-a-dia de cada um, na vida familiar, na rotina do trabalho e no interior da escola.

Todo conflito é interpessoal e intrapessoal e ele pode revelar importantes pistas do que é preciso aprender sobre si mesmo, sobre o outro e sobre o ambiente em que se vive. Para criar um ambiente em que crianças e jovens possam aprender a conviver com o outro e consigo, é preciso mostrá-los que eles fazem parte do processo de resolução do conflito no qual estão envolvidos.

Ajudá-los a resolverem seus conflitos não é fazer por eles, mas sim acreditar na capacidade deles para solucioná-los, o que não significa aceitar qualquer alternativa de resolução. São situações que possibilitam ao adulto transmitir ou reafirmar valores universais de respeito ao outro, a si mesmo, ao espaço coletivo, a tolerância e a cooperação.

Em um conflito, muitos sentimentos aparecem e se faz necessário compreender que tristeza, perda, dor, raiva e frustração são inerentes à natureza humana e todos precisam aprender a lidar com esses sentimentos.

As ações que ocorrem no momento do conflito costumam levar crianças e adolescentes a desequilíbrios internos necessários para a construção de estruturas psicológicas mais evoluídas. Por isso, isentá-los desse percurso é subtrair deles a oportunidade de entenderem o que sentem e a procurarem formas de expressar tais sentimentos e a reparar a situação.

Se o conflito for evitado com medidas de controle coercitivas, não estaremos contribuindo para que aprendam a responsabilizar-se pelo que provocam e a encontrar formas de resolver seus conflitos e reparar as consequências. O que não significa estarem sozinhos sem a mediação de um adulto. Esse tem papel fundamental, reconhecendo o sentimento dos envolvidos, garantindo que possam escutar um ao outro, que reflitam sobre o que aconteceu e consigam colocar-se no lugar do outro. Estabelecendo, quando necessário, sanções relacionadas ao ocorrido.

Um ambiente em que diálogo, respeito e cooperação são valorizados e praticados, crianças e jovens aprendem a resolver seus conflitos a partir desses princípios. Educar um jovem é apresentá-lo ao mundo, mas é também apresentar o mundo a ele.

Para que as crianças e jovens possam sentir-se seguros, precisam estar adaptados ao ambiente em que vivem, entendendo a complexidade que é conviver e quais sentimentos estão envolvidos nas relações entre as pessoas.

A reflexão que envolve o si mesmo e o outro deve ser um recurso infindável na busca de uma sociedade que tenha o respeito e a dignidade humana como valores de vida.

Educar jovens e crianças nessa perspectiva não é mais um desafio, é uma escolha de que mundo se quer e qual legado se quer apresentar para eles.

“Se a educação puder, a partir da comunicação simbólica, construir esse reconhecimento recíproco, então ela poderá não só apresentar o mundo aos indivíduos, mas também apresentar os indivíduos ao mundo de uma forma muito mais interessante, pois esses indivíduos estarão impregnados do civismo, de uma consciência da necessidade de se agir para o outro, com o outro, como única forma de sobrevivência”.


DIÁLOGOS COM A COMUNIDADE

OS MEUS, OS SEUS, OS NOSSOS

O ser humano é social, necessita da interação com o outro para adquirir linguagem, viver em grupo. Conviver foi a garantia de sua sobrevivência. Os conflitos surgem desde sempre como custo do viver junto.

ACHADOS E PERDIDOS

Como é comum em muitos locais públicos, encontramos alguns objetos de uso pessoal dos alunos, esquecidos na escola. Além de potes e peças de uniforme, também nos deparamos com aparelhos ortodônticos e celulares.

APRENDER FORA DA ESCOLA?

Pois é, as coisas estão no mundo, a escola inclusive, e é preciso aprender com elas, a partir delas e sobre elas, estabelecendo um diálogo permanente entre o que está dentro e o que está fora da instituição escolar.

AVANÇAR NA APRENDIZAGEM

Todos podem aprender. O processo de aprendizagem não é linear, nem conduzido e controlado pelo professor para que todos aprendam da mesma forma e ao mesmo tempo. Cada aluno tem seu ritmo e formas de aprender.