Um novo começo: adaptação de pais e filhos à escola

Início de ano letivo vem acompanhado de um processo muito importante na Projeto Vida, a adaptação de novos alunos e, em alguns casos, até de crianças que já frequentavam o ambiente. Esse momento deixa muitas famílias apreensivas, seja porque seus pequenos irão à escola pela primeira vez ou porque mudaram os filhos de colégio. “É um momento muito importante na vida delas. Precisamos cuidar para que a adaptação respeite o tempo de cada uma, até que se sinta segura no ambiente ainda desconhecido”, afirma Mariangela Ancelmo, coordenadora de Educação Infantil na Escola Projeto Vida.

Na Projeto Vida, aplicamos um processo gradual de adaptação, em que os sentimentos dos alunos são respeitados e o vínculo com os adultos da instituição é construído em meio a acolhimento e proposição de desafios estimulantes às crianças. O tempo necessário para estabelecer o vínculo inicial com a professora ou auxiliar de sala é de cerca de sete a dez dias e, aos poucos, seu círculo de contatos aumenta até que ela se sinta totalmente à vontade no espaço.

Em todos os casos, o processo de adaptação é individual. “Cada criança mostra que ainda não está bem de forma diferente. Algumas choram, outras demonstram agressividade ou timidez e até mesmo sintomas físicos, como dores de cabeça e de barriga”, conta Mariangela.

Alguns aspectos são fundamentais para que a adaptação seja bem sucedida: 

  • O processo deve ser individualizado, respeitando as necessidades específicas de cada família;
  • O tempo de permanência na escola deve aumentar gradativamente, para que o aluno adquira confiança de que aquele é um espaço interessante e de que os pais voltarão para
  • buscá-lo; 
  • Esse aumento gradual deve respeitar a capacidade de cada criança, não deve ser imposto de forma única para todas; 
  • Nos primeiros dias, a presença dos pais na escola é essencial; 
  • O adulto responsável deve sempre se despedir da criança;
  • É papel do colégio acolher os sentimentos de pais e alunos. 

Outro ponto importante é dizer a verdade para a criança em todas as situações. Mariangela ressalta também a preparação das famílias para a adaptação, pois quanto mais difícil for para elas autorizarem a escola a cuidar de seus filhos, mais difícil é para a criança se sentir bem.

Em uma reunião, orienta os pais para que transmitam segurança às crianças, com dicas como não se prolongar na despedida, ficar na escola no local combinado e o que falar para os pequenos. “Com tudo isso, estamos sempre olhando para o aluno. É preciso diferenciar um desconforto que amadurece e faz parte do desenvolvimento de um sofrimento, tanto para a criança quanto para os pais. Se for sofrimento, é preciso rever e adaptar o processo”.

Berçário

O período de adaptação é de grande importância para iniciar o vínculo do bebê com o educador. É um momento especial para a criança e para os pais que, muitas vezes, estão vivendo este processo pela primeira vez. Por isso, a escola precisa estar preparada e ter sensibilidade para entender e acolher a ansiedade, insegurança e angústia dos pais. 

A segurança será construída pela criança e se dará com o tempo de convívio e interação com as educadoras da escola. No berçário, a adaptação é realizada com cada criança individualmente. A educadora a recebe em um espaço organizado anteriormente de modo que um dos familiares possa acompanhá-la nas propostas. 

O processo de adaptação tem início com uma hora de interação apenas e nos dias subsequentes esse tempo de convívio aumenta gradativamente, até que a criança possa ficar sem os pais na escola. No entanto, esse processo pode ser alterado para atender as necessidades específicas de cada bebê. Um fator de grande importância é a confiança que os pais depositam na escola e que sustentam frente ao filho.

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